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As instalações hidráulicas são parte integrante de qualquer construção, juntamente com as instalações elétricas. Elas garantem que a água da rua seja canalizada para o interior do imóvel trazendo o conforto da água tratada nas torneiras e chuveiros. As instalações sanitárias, por sua vez, permitem que os dejetos e águas sujas sejam direcionados para fora da casa, alcançando o sistema público de afastamento e tratamento de esgoto.

Na hora de planejar as instalações de um imóvel, o projetista deve analisar bem para construí-las da maneira mais adequada conforme o perfil e as necessidades do lugar. Problemas com essas instalações geram custos altos e costumam dar muito trabalho.

A seguir, listamos 9 falhas que são muito comuns na rede hidráulica de uma casa ou de um apartamento, ou mesmo de uma empresa!

1. As tubulações de plástico ficam expostas ao tempo

Um dos materiais mais usados nas tubulações é o PVC, um tipo de plástico mais resistente mas que está vulnerável à ação do tempo, especialmente se ficar continuamente exposto ao sol e à variação de temperatura durante o dia.

Os tubos de PVC sofrem a ação degradante dos raios UV.

A parte superficial desses tubos acaba apresentando descoloração e fica ressecada. Dessa maneira, sua resistência é afetada e o material pode colapsar, já que ele continuará passando pelas mesmas pressões, continuará exercendo as mesmas funções, mas sem apresentar a resistência original.

2. Os diâmetros das válvulas de descarga não são calculados corretamente

Outro erro nas instalações hidráulicas é o dimensionamento inadequado da válvula de descarga, não levando em conta as pressões a que ela se submete e consequentemente a diferenças de vazão. Essa falha termina por gerar um problema pontual.

O correto é que, nas construções elevadas, as válvulas devem apresentar DN (dimensão nominal) de 1 ¼” nos andares mais baixos, locais em que a pressão de serviço é mais alta. Nos andares mais superiores, as válvulas devem ser alimentadas por tubulações de DN de 1 ½”.

Essa é a recomendação dos especialistas para evitar problemas mais tarde.

3. O espaço pouco estratégico para o barrilete

O barrilete é o conjunto de tubos nas instalações hidráulicas que se situam próximo aos reservatórios e servem para distribuir a água adequadamente às colunas de alimentação de água.

Há barriletes concentrados e barriletes ramificados. No primeiro caso, ele é instalado em um lugar fechado, permitindo um controle maior da pessoa responsável e aumentando a segurança do sistema. O segundo tipo usa uma quantidade menor de registros e conexões, sendo mais barato e as tubulações, consequentemente, ficam mais distantes umas das outras.

O conjunto de tubulações deve ficar bem localizado, em ambiente com espaço suficiente para os profissionais de manutenção trabalharem. É preciso que eles tenham condições de abrir e fechar registros com segurança e de forma acessível.

4. Os ramais de distribuição com sifão em forma de U invertido

Essa ainda é uma falha recorrente. Os ramais de distribuição com sifão em forma de U invertido provocam um fluxo desfavorável, formando vácuo e bolhas de ar. Desse modo, a água cai descontinuada nos pontos finais de chuveiros e torneiras.

Em alguns casos, esse erro causa a queima da resistência elétrica do chuveiro, pois o escoamento da água pode ficar suspenso por um tempo. Mesmo considerando que seja um período curto, a queima da resistência é uma possibilidade.

5. O dimensionamento errado ou a ausência dos pontos de inspeção

Muitas vezes, o projeto não apresenta compatibilidade entre a área estrutural ou hidrossanitária e a arquitetura. Não se dá a atenção necessária ao detalhamento das inspeções nas tubulações de esgoto e de águas pluviais.

Às vezes, as instalações não possuem pontos de inspeção o que dificulta os procedimentos de manutenção e de desentupimento quando necessários.

6. As irregularidades na central redutora de pressão

De maneira mais simples, toda construção que tem uma coluna de água com altura superior a 40 metros precisa de estação redutora de pressão.

O arquiteto projetista deve dimensionar adequadamente esse sistema de redução de pressão.

7. Os problemas na cisterna

Quando o arquiteto passa o projeto para o projetista hidrossanitário,. geralmente ele já apresenta a definição sobre o tipo de cisterna: enterrada ou semienterrada. O jeito é distribuir as tubulações conforme apresentado no projeto. Há o risco da cisterna impedir o esgotamento completo por gravidade.

O que acontece também é que o arquiteto pode definir uma área para conter a cisterna sem o devido conhecimento sobre a necessidade efetiva da volumetria, considerando o consumo diário de água. Desse modo, o dimensionamento nem sempre é satisfatório.

Outro ponto a analisar é que, nas paredes e no teto da cisterna, existe sempre água de evaporação, causando infiltração nos eletrodutos e causando danos nas instalações elétricas.

No momento de realizar manutenção nesses pontos, há um grande perigo, pois a eletricidade e a água não se combinam. O ideal é não atravessar eletrodutos dentro da cisterna.

8. O problemas com a potabilidade da água

A forma alongada da cisterna traz dificuldades para a renovação da água, pois cria zonas de estagnação. Cisternas e reservatórios devem apresentar, preferencialmente, um formato geométrico que facilite o fluxo homogêneo da água.

A segurança sanitária dos reservatórios e cisternas que armazenam água potável deve ser prioridade.

As tampas que permitem acessar esses depósitos devem ser estanques em seu fechamento, não permitindo que insetos, sujeiras e roedores penetrem e contaminem a água.

Quando as tampas não são estanques, as possibilidades de infiltrações e contaminações se multiplicam.

9. As instalações hidráulicas com água quente no contrapiso das lajes

Não é recomendado que tubos de água quente passem pelo enchimento do contrapiso das lajes. As redes de água quente podem sofrer dilatação térmica em seus materiais.

Quando estão totalmente confinadas, sem espaço para dilatar e retrair, os pisos tendem a rachar e as juntas ficam danificadas, provocando infiltrações ou vazamento nas canalizações com o passar do tempo.

Estas são algumas das principais falhas passíveis de serem evitadas em instalações hidráulicas. Um bom projeto deve procurar evitá-las!

Sempre que pensar no projeto um ponto importante é sempre imaginar como será a atividade de manutenção pensando nos acessos e espaços suficientes para as atividades de manutenção nos reservatórios, registros e tubulações.

O que achou do post? Já sofreu com alguns desses problemas? Quando acontecem vazamentos, costuma procurar empresas especializadas? Faça seu comentário e enriqueça o post!

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